segunda-feira, 29 de julho de 2013

Ginástica Geral

GINÁSTICA GERAL
A Ginástica Geral é uma modalidade esportiva que permite a participação de TODOS, independente de idade, gênero, classe social ou condições técnicas. Por meio de seus valores e regras flexíveis, ela permite a valorização do trabalho em grupo ao mesmo tempo em que valoriza a individualidade de cada pessoa que a pratica.

HISTÓRIA
A Ginástica Geral engloba as modalidades competitivas de ginástica reconhecidas pela Federação Internacional de Ginástica (Ginástica Artística, Ginástica Rítmica, Aeróbica Esportiva, Esportes Acrobáticos e Trampolim), a Dança, as atividades acrobáticas com e sem aparelhos, além das expressões folclóricas nacionais, destinadas a todas as faixas etárias e para ambos os sexos, sem limitações para a participação e, fundamentalmente, sem fins competitivos.
A Ginástica Geral desenvolve a saúde, a condição física e a integração social. Além disso contribui para o bem-estar físico e psíquico, sendo um fator cultural e social.
Dentre os principais objetivos da Ginástica Geral podemos citar os seguintes:

. Oportunizar a participação do maior número de pessoas em atividades físicas de lazer fundamentadas nas atividades gímnicas; . Integrar várias possibilidades de manifestações corporais às atividades gímnicas; . Oportunizar a auto superação individual e coletiva, sem parâmetros comparativos com outros; . Oportunizar o intercâmbio sócio cultural entre os participantes ativos ou não; . Manter e desenvolver o bem estar físico e psíquico pessoal; . Promover uma melhor compreensão entre os indivíduos e os povos em geral; . Oportunizar a valorização do trabalho coletivo, sem deixar de valorizar a individualidade neste contexto; . Realizar eventos que proporcionem experiências de beleza estética a partir dos movimentos apresentados, tanto aos participantes ativos quanto aos espectadores; . Mostrar nos eventos as tendências da ginástica.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Mulher no esporte


por Mauro Viana com apoio de Karina Louzado

A história da mulher no esporte começa (ou não começa) com a sua proibição nos primeiros Jogos Olímpicos. Diz-se que naquela época uma mulher que queria ver seu filho participando nos jogos se vestiu com roupas masculinas, mas ao vê-lo ganhar, comemorou de tal forma que seu disfarce caiu. A participação das mulheres nos Jogos Olímpicos só foi permitida em 1900, em Paris.

No Brasil, pode-se considerar que a nadadora Maria Lenk foi muito importante para a prática do esporte feminino, pois ela ajudou a divulgar a imagem da mulher praticante de esporte.

Hoje podemos ver as mulheres praticando a grande maioria dos esportes mundiais, pois elas conseguiram conquistar o seu espaço. Além disso, as mulheres apresentam o mesmo nível técnico dos homens, superando-os algumas vezes, embora existam diferenças  fisiológicas. Mesmo com todas estas evoluções da mulher no mundo esportivo, ela ainda não está numa condição de vantagem em relação aos homens, pois continuam existindo muito preconceito e discriminação, principalmente desigualdade salarial entre homens e mulheres no esporte de alto rendimento.

As mulheres no esporte podem muito bem ser campeãs, pois entre outras características da feminilidade, podemos destacar:

•  Flexibilidade
• Compreensão com o treinador e atletas
• Intuição
• Ação

No contexto social, a mulher no esporte está imersa em um ambiente criado pelo e para o homem, com isso, não possuem, as “características” que facilitam a alta performance como também apenas por lazer, mas é sabido que este quadro está em transformação nos aspectos biológicos, psicossociais, culturais, entre outros, fazendo com que a mulher conquiste a possibilidade de fazer parte da expressão esportiva de um país. A mulher no esporte faz um papel fundamental na sociedade, visto que a mulher atleta modifica a forma de pensar e agir de muitos indivíduos da sociedade. Vale ressaltar que as mulheres não procuram igualdade nas modalidades, e sim, equilíbrio nos direitos.



A longa jornada das mulheres no mundo esportivo 
Março é o mês da mulher e é necessário celebrar as suadas conquistas do público feminino, no esporte, como em outras áreas, a jornada foi longa 
| Por Japão   
Como deixar passar uma data tão especial? O que seriam dos homens sem a presença feminina? A mulher conquistou o seu lugar em todas as esferas da vida, inclusive a esportiva. Vamos fazer um rápido flashback e conhecer parte da evolução feminina?
8 de março é o Dia Internacional da Mulher, que marca décadas de lutas e hoje podemos juntos celebrar as “suadas” conquistas. É dia de distribuir flores! Sou homem, mas não posso me omitir diante desse crescimento, pelo contrário, quero utilizar desse espaço para honrar e homenagear à elas que também fazem o nosso horizonte muito mais belo. Afinal, dizem que Belo Horizonte é o reduto das mulheres bonitas. Por isso, todo dia é dia da mulher!
Antes as mulheres ocupavam posição extremamente inferior, não poderiam exigir respeito e valorização. Ficavam à sombra dos maridos com a profissão de esposa e mãe já determinada. Muitas sofriam violência doméstica, mas não tinham a quem reclamar.
Entretanto o tempo foi passando e alguns sutiãs foram queimados em praça pública: surgia o movimento feminista. Após muitos gritos de ordem e revolta, elas foram se inserindo no novo mundo. Não seria então o contrário? Dizer que o novo mundo se inseriu nessa remodelação social feminista? Bem, de qualquer maneira, o que importa mesmo é ver as consequências desse boom mundial.
Mas aí você me pergunta: porque o dia 8 de março? Eu respondo: No dia 8 de Março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos de Nova Iorque fizeram uma greve para reivindicar melhores condições de trabalho. Foram reprimidas com total violência - trancadas dentro da fábrica e depois incendiadas, 130 mulheres morreram.
Depois de muito tempo, somente em 1975 - já com todo o furor da revolução sexual, a data de 8 de março foi oficializada pela ONU para marcar e lembrar das diversas conquistas em vários contextos... Seja no mercado de trabalho ou na vida social, temos que falar aqui também da área esportiva. Elas surgiram para conquistar o mundo! Você sabia que há poucos anos as mulheres conquistaram o direito de não só participar, mas também concorrer em disputas esportivas? Hoje assistir às Olimpíadas e não ver as mulheres brilhando no pódio seria incompleto, não é mesmo?
O mundo agora é de igual para igual: as mulheres “fantoches” ficaram para trás e quando vemos um homem bem sucedido e feliz dizemos sem medo de repressões: “Ao lado de um grande homem sempre tem uma grande mulher!”.
Vamos voltar no tempo?
- Grécia Antiga - As mulheres não podiam participar e nem assistir às competições.
- Na Idade Média - Por influência da Igreja Católica, a prática esportiva ainda continuava proibida para as mulheres.
- Renascimento - As mulheres foram liberadas a praticar algumas modalidades.
- Era Moderna – Foi permitido que elas já podiam assistir aos jogos, elas só faziam ginástica com o objetivo de prepará-las para terem filhos fortes e sadios.
- Participação efetiva do sexo feminino nos esportes - Aconteceu apenas nos jogos olímpicos de 1900. Onze mulheres foram até Paris, na França, para participar dos I Jogos Olímpicos da Era Moderna. Precisou-se de muitas lutas para elas conseguirem mostrar seus talentos.
- Maria Lenk - primeira mulher sul-americana a participar das olimpíadas.
- Elas lutaram contra os preconceitos existentes na sociedade, mas conseguiram se destacar em todas as atividades, até mesmo em atividades de predominância masculina.
Enquanto os revolucionários proclamavam uma declaração dos direitos do homem e do cidadão em 1789 na França, a escritora e militante Olympe de Gouges redigia um projeto de declaração dos direitos da mulher, inspirada em idéias poéticas e filosóficas. A partir do momento em que as mulheres se mostraram capazes de contribuir para o sustento de suas famílias, não foi mais possível tratá-las apenas como donas-de-casa. Deixo aqui a minha homenagem às mulheres e parabenizo pelas grandes conquistas!

Dimensões do esporte

Dimensões do esporte
O esporte atualmente é considerado um dos maiores fenômenos sociais do século. Esta evolução fez com que o mesmo assumisse múltiplas possibilidades, interessando diversos setores como, por exemplo, o político, o econômico, o social, o cultural, o educacional, entre outros.Especificamente no educacional vários benefícios podem ser alcançados dependendo dos processos e procedimentos pedagógicos empregados, como por exemplo, cooperação, socialização, liderança, respeito, entre outros, fazendo do esporte um importante elemento na preparação de crianças e jovens para a vida em sociedade.Vale salientar também que o esporte trabalhado com um molde tecnicista, em busca da vitória, de novos êxitos buscando sempre a competição pode ocasionar alguns distúrbios na vida de crianças e jovens.Considerando que a iniciação da criança na prática esportiva se dá na maioria das vezes no ambiente escolar, é neste contexto que podem ser encontrados os grandes erros que constituem hoje a problematização deste conteúdo da educação física. Esta situação faz parte da realidade de Pau dos Ferros/RN, sendo as escolas as principais responsáveis, constituindo a maior parcela dentre as instituições que trabalham com esporte, pela introdução de crianças e jovens nas mais diversas práticas esportivas.Considerando estes aspectos é que resolvemos analisar em qual perspectiva o conteúdo esporte é trabalhado nas escolas da cidade de Pau dos Ferros/RN, considerando como variável as dimensões sócias do esporte (esporte educação, esporte participação e esporte performance).

O esporte e seus conceitos:A palavra esporte em sua origem significa regozijo, ou seja, diversão, e até hoje serve de base para quase todas as definições atuais.Betti (1991) descreve o conceito de esporte como uma ação social institucionalizada composta por regras, que se desenvolve com base lúdica, em forma de competição entre dois ou mais oponentes ou contra a natureza, cuja o objetivo é, por meio de comparação de objetivos, determinar o vencedor ou registrar o recorde. Os resultados alcançados pelos praticantes são resultantes das habilidades ou estratégias utilizadas por estes, e podem ser intrínsecas ou extrinsecamente gratificantes.Apesar de apresentar uma concorrência entre oponentes, composta por regras e a busca pelos recordes Betti (op. cit.) retrata o desenvolvimento do esporte através de um desenvolvimento da parte lúdica, na qual esta deve ter como propósitos a descontração, diversão e a interação pessoal.Contrária a essa definição, Bracht (1989) refere-se ao esporte como uma atividade corporal de movimento com caráter competitivo seguindo algumas características básicas: competição, rendimento físico e técnico, record, racionalização e cientificização do treinamento.Fica evidente no conceito de Bracht que através da competição o esporte toma uma proporção de alto rendimento, na qual através de estudos científicos, o treinamento busca um alto desempenho a fim de conseguir vitórias e recordes.Outra definição é a de Kolyniak Filho (1997), na qual o esporte é uma atividade realizada na forma de jogo (no sentido de que não há certeza absoluto antecipada de seu resultado) em que duas ou mais pessoas confrontam determinadas habilidades motoras específicas, em condições e limites espaço-temporais preestabelecidos, registrados e controlados publicamente, sendo o resultado de tal confronto passível de comparação com resultados verificados em outras competições similares.Uma das coisas fascinantes que existe no esporte é de que as pessoas não conseguem ter certeza antecipada de qual vai ser o resultado, talvez o motivo de ter tantos adeptos. Kolyniak Filho (op. cit.) retrata também em sua definição sendo o jogo uma atividade característica do esporte, mas alguns autores distinguem os dois, como Brasil (1998, p.70), quando afirmam o jogo pode ter uma flexibilidade maior nas regulamentações, que são adaptada sem função das condições de espaço e material disponíveis, do número de participantes, entre outros. 
Esporte educação
    Um dos principais erros que constitui o esporte educacional historicamente é o sentido que os professores acabam atribuindo a ele. Os jogos escolares, por exemplo, que deveriam ter um caráter eminentemente educativo, apresentam outro significado, ou seja, o de competições de alto rendimento reproduzindo todas as suas características, inclusive desfigurando o conceito de esporte educação, levando como conseqüência a exclusão e a competitividade exacerbada. Tubino (2001, p. 38) ainda completa dizendo que deve ser “evitada à seletividade, a segregação social e a hiper-competitividade, com vistas a uma sociedade livremente organizada, cooperativa e solidária”.
    Considerando esse aspecto, podemos dizer que o principal objetivo do esporte educação é a democratização do movimento, dando oportunidade a todos sem discriminação nenhuma, promovendo assim a inclusão através da participação e envolvimento do sujeito nessa ação que se faz através do esporte enquanto prática pedagógica com características educacionais que visa à cidadania e formação do indivíduo.
    Darido e Rangel (2008, p. 180) relatam que o professor ao trabalhar o esporte educação deve
    proporcionar aos alunos uma vivencia em diferentes modalidades, deve levá-los a refletir de forma crítica não só sobre os problemas que envolve o esporte na sociedade, tais como drogas ilícitas, corrupção, violência, mas também sobre seus aspectos positivos, como a geração de empregos, o desenvolvimento de pesquisas cientificas, tanto no tocante a novas tecnologias, como na área médica.
    Um dos objetivos do professor de educação física ao trabalhar o conteúdo esporte na escola é oportunizar a prática de várias modalidades esportivas, que através dessas práticas ele possa instigar os alunos a refletir de forma crítica sobre o mesmo.
    Considerando essas características é que Santos et al (2006) faz uma diferença entre o esporte da escola e o esporte na escola, expondo algumas diferenças. No esporte da escola as regras são flexíveis, modificáveis, a uma busca pela participação coletiva, priorizando a inclusão de todos na atividade proposta, os jogos são criados e idealizados pelos alunos, o professor é o mediador dos alunos, tem uma característica lúdica, não a separação por sexo, entre outras. Já no esporte na escola são reproduzidas as regras já existentes, a uma busca pelo gesto técnico, sempre tem que haver um campeão, existe um profissional tecnicista, a possibilidade para o desenvolvimento da criatividade são reduzidas, há uma separação por sexo, possuindo uma tendência a ser praticado pelos talentos esportivos.
    Portanto, ficam claros os objetivos do esporte quando trabalhado com os preceitos educacionais, ficando a decisão para o professor em qual perspectiva ele irá desenvolver o seu trabalho a respeito do conteúdo esporte na escola.
Esporte participação
    Nesta perspectiva o conteúdo esporte tem como propósito o prazer lúdico, procurando garantir o bem estar social dos praticantes, buscando a descontração, a diversão, o desenvolvimento pessoal e as relações entre pessoas (TUBINO, 2001, p. 38).
    O esporte participação pode ser praticado por todos sem nenhuma forma de discriminação, onde geralmente essas manifestações ocorrem em espaços não comprometidos com o tempo e livres de obrigações da vida cotidiana.
    Considerando esses aspectos, é que Almeida e Gutierrez (2008, p. 01) corroboram com nossa idéia dizendo que
    realizar atividades físicas sem pretensão de superar índices individuais para apenas sentir-se integrado ao meio ambiente; ser atraído para a prática de um esporte despojado de comparações atléticas; sentir-se satisfeito pela convivência com as pessoas; perceber a facilidade de acesso à prática das atividades físicas e esportivas oferecidas por uma estrutura de funcionamento organizada com segurança para a integridade pessoal de todos; tornar possível a realização do convívio social e seu aproveitamento, decorrente do esporte; favorecer uma prática esportiva que elimine diferenças no sentido de democratizar o bem estar...
    Fica evidente nesta dimensão do esporte a preocupação com o prazer, a diversão, a integração social entre povos, o não comprometimento em obter vitórias ou novos êxitos, sendo um espaço de práticas onde todas as pessoas podem praticar e sentissem bem.
    Tubino (2001, p. 39) ainda faz referencia a essa dimensão do esporte dizendo que a integração entre povos através de parcerias e alianças desenvolvidas entre as comunidades é que fortalece esses grupos (comunidades). Por tudo isso, é que podemos perceber que essa dimensão juntamente com o esporte educação (quando trabalhado seguindo seus preceitos e objetivos reais) podem estar mais inter-relacionada com os caminhos democráticos em relação a prática do esportiva.
Esporte performance
    Também conhecido como esporte de alto rendimento, está preocupado em conseguir novos êxitos, vitorias e é regido por regras universalmente preestabelecidas que estão vinculadas as federações, confederações nacionais ou internacionais.
    Darido e Rangel (2008, p.181) fazem referencia a essa dimensão do esporte expondo que o mesmo “apresenta uma tendência a ser praticado pelos talentos esportivos, tendência que marca o seu caráter antidemocrático”. Nessa tendência o esporte segue uma linha que quem o pratica são considerados os melhores, pois um dos objetivos é a vitória deixando de lado um caráter de democracia, onde quem quisesse praticar poderia praticar.
    É nesta tendência que quando trabalhada dentro das escolas a literatura crítica fica aguçada, mostrando que essa dimensão pode trazer malefícios para os alunos, como por exemplo, a especialização precoce.
Voser, Neto e Vargas (2007), definem iniciação desportiva precoce como atividade esportiva desenvolvida antes da puberdade, caracterizada por uma alta dedicação aos treinamentos (mais de 10 horas semanais) e principalmente por ter uma finalidade eminentemente competitiva.
    Kunz (1994) refere-se ao termo “treinamento especializado precoce”, na qual este ocorre quando crianças são introduzidas antes da fase pubertária a um processo de treinamento planejado e organizado a longo prazo , que se efetiva em um mínimo de três sessões semanais com o objetivo do gradual aumento do rendimento, além da participação periódica em competições.
    Este tipo de treinamento acontece possivelmente, por dois motivos, a falta de conhecimento do professor e/ou as ações (pressões, idéias, valores) oriundas do sistema, na qual ao observar um grande potencial na criança, os professores preocupam-se com a elevação do seu rendimento e incentivam a obtenção de títulos, com o objetivo de adquirir resultados em curto prazo na modalidade. Mas não podemos sacrificar todos os profissionais que trabalham com crianças e adolescentes, pode acontecer de muitos serem competentes tecnicamente, mas ao sofrerem pressões externas, acabam ocorrendo equívocos.
    Ao inserir a criança prematuramente no esporte Kunz (1994), afirma que pode ocasionar prejuízos em seu futuro, na qual esses prejuízos serão enumerados a seguir. 1. Formação escolar deficiente, devido à grande exigência em acompanhar com êxito a carreira esportiva; 2. A unilateralizaçâo de um desenvolvimento que deveria ser plural; 3. Reduzidas participações em atividades, brincadeiras e jogos do mundo infantil, indispensáveis para o desenvolvimento da personalidade na infância. 4. Naturalmente, também, tanto a saúde física quanto a psíquicas são atingidas num treinamento especializado precoce.
    Considerando estes aspectos são notáveis os prejuízos que a prática intensiva de um esporte competitivo iniciado precocemente na infância pode ocasionar. No entanto, em meio a esses aspectos negativos Tubino (2001, p.41) apud Darido e Rangel (2008 p. 181) citam alguns pontos positivos que justificam uma relevância social do esporte performance, citando que essa dimensão pode proporcionar uma atividade cultural que proporciona um intercambio internacional; a geração de turismo; o envolvimento de recursos humanos qualificados , o que provoca a existência de várias profissões especializadas no esporte, entre outros.
    Portanto, fica evidente que o esporte performance e retratado como uma prática que possui seus objetivos centrado no ganhar, na vitória, ou seja, de conseguir novos êxitos, possuindo um caráter antidemocrático, na qual a uma tendência a ser praticado pelos talentos esportivos.
Fonte:www.efdeportes.com/efd144/dimensoes-sociais-do-esporte-nas-escolas

terça-feira, 23 de julho de 2013

Esporte e cultura da paz.

Esporte e Cultura da Paz
Neste momento em que se prepara a II Conferência Nacional de Esporte, o livro de autoria dos
Profissionais Dr. Manoel José Gomes Tubino (CREF 000004-G/RJ) e Kenia Maynard da Silva (CREF 004830-P/RJ), publicado pela editora Shape, 2006, sob o título: “Esporte e Cultura da Paz”, vem
preencher um espaço interessante.
Os autores apresentam diferentes destaques e observações de relevância para reflexão, possíveis contribuições aos debates e apresentação de propostas na citada Conferência, revestindo-se, portanto, de considerável utilidade para a construção de políticas públicas setoriais.
Os Profissionais tecem de início considerações que servem de alerta à parcela significativa da sociedade que se utiliza do senso comum ao manifestar e propalar que o Esporte proporciona uma série de mudanças culturais e de saúde. Fica explícito que ninguém nasce sabendo ou praticando esporte. Ele tem
que ser aprendido, ensinado, orientado, dinamizado e treinado.Alertam também que o agente
criador, dinamizador e transformador é sempre o Ser Humano. Contudo, destacam que é a orientação devida e adequada que proporciona os benefícios imputados ao Esporte.
Mesmo ao destacar que o Esporte pode contribuir para a construção de um mundo melhor, mais
pacífico e saudável, afirmam que é indispensável que o mesmo seja competentemente orientado para tal.
Deve ficar evidenciado, claro e explícito para a sociedade que o Esporte precisa ser compreendido
como meio, ferramenta e não como um fim em si mesmo. Para que os benefícios propagados como decorrentes do Esporte sejam de fato alcançados, deve o mesmo ser orientado, ensinado, treinado, dinamizado e conduzido por Profissionais de Educação Física formados em Curso Superior de Educação Física.Considera-se que a grande mudança no Esporte e na Educação Física deu-se com a chegada do “Direito de todos” à sua prática. Anteriormente, quando se pensava em Educação Física, era a mesma comprometida com o ambiente escolar. A Educação Física e o Esporte, nesta nova referência, deixam aquela perspectiva de intervenção única na idade escolar, passando a compreender todas as idades.
Considerando também que a Educação Física e o Esporte relacionam-se com as questões humanas, entendemos que essa nova amplitude chegou em boa hora. A Educação Física e o Esporte constituem-se em meio efetivo para a conquista de um estilo de vida ativo, e esse preceito relaciona a
conquista do direito ao estilo de vida para todas as pessoas. Desse modo, representam um direito, que exercido continua e permanentemente, poderá propiciar um estilo de vida ativo às pessoas, conduzindo-as às possibilidades de Qualidade de Vida.
Serve também o Esporte para a educação das pessoas em relação ao Corpo, proporcionando o aprendizado sobre respeitar seus próprios corpos e os de outros, favorecendo assim o desenvolvimento de conhecimentos que possibilitem às pessoas posicionamentos críticos em relação à vida saudável e à prevenção de doenças. Da mesma forma, ao se participar corretamente da prática de Esportes ao Ar
Livre, se oportunizará o desenvolvimento de posicionamentos e respeito para com o Ambiente, ensinando a todos a necessidade e importância de se manter um ambiente limpo e saudável. Assim, certamente o Esporte serve para a educação, contudo, é necessário que se alerte que não é a simples participação da prática do Esporte que ensina, mas sim a participação do orientador/treinador.
Na atualidade, devido ao seu poder social, o Esporte constituiu-se muito certamente como o principal fórum de diálogo e contato entre grupos sociais, amistosos ou antagônicos. As regras e os rituais, somados às manifestações de “Fair Play” e de Ética Esportiva, serão pontos a serem reforçados no crescimento e desenvolvimento da relação entre Esporte e Paz. No entanto, essas regras, esses rituais, as manifestações do Fair Play e de Ética encontrados no Esporte devem ser ensinadas, dependem da orientação, razão pela qual somente quando responsável e adequadamente dinamizadas serão positivas.
O Esporte sempre será uma “escola para a vida”, ensinando valores básicos e habilidades importantes, e
contribuindo para o desenvolvimento holístico do Indivíduo. Insistimos no alerta de não ser o Esporte que ensina os valores e habilidades, mas sim e indispensavelmente o Profissional de Educação Física, quando dinamiza, ensina e orienta aqueles que o praticam.O desenvolvimento social necessário na construção
do caráter do indivíduo é um instrumento disponível no Esporte, servindo para promover a coesão social, preferencialmente nos jovens. Ele interfere nas exclusões sociais, reabilita crianças e grupos marginalizados nas suas comunidades, sendo reconhecido como uma área fundamental e estratégica de inclusão social, que auxilia a construir uma sociedade e um país mais justo e igualitário.
A ONU defende que as práticas físicas e esportivas devem ser desenvolvidas de forma apropriadas para promover a saúde e o bem-estar das pessoas. A prevenção e redução de doenças foram os aspectos primordiais do posicionamento da ONU no estímulo da relação Esporte e Saúde. Dessa forma, a atividade física, sem dúvida, será o meio mais efetivo de prevenção de doenças nas pessoas, e o programa mais importante de saúde pública.Nos parágrafos anteriores, ficou evidenciado que tanto
a promoção da Paz através do Esporte, como a Educação em relação ao corpo e ao meio ambiente, o desenvolvimento social e a reabilitação de jovens, a inclusão social, a construção de um país mais justo e igualitário, a prevenção de doenças e a promoção de saúde são diferentes benefícios que somente serão alcançados se as pessoas que praticam o Esporte forem devida e competentemente orientadas, ou seja, estejam sob constante orientação e conduzidas por Profissional de Educação Física.
A disciplina que o Esporte promove, assim como a alegria presente nas práticas esportivas, a integração entre os praticantes de vários níveis técnicos e sócio-econômicos, o entretenimento inerente ao jogo e outros fatores positivos induzem os jovens esportistas a não aceitarem atitudes criminosas, evitando assim a troca de atividades realizadoras por outras desconstrutivas.
O Esporte pode propiciar mensagens de cooperação, coexistência e ainda ensinar como administrar vitórias
ou derrotas. Novamente procuramos alertar que somente com a devida e correta orientação proporcionada pelo Profissional de Educação Física serão promovidas as desejadas atitudes positivas.
A questão da relevância e influência que se está atribuindo hoje ao Profissional de Educação Física é destacada e observada internacionalmente há já algum tempo. Procurando exemplificar essa afirmação, cita-se a Conferência Internacional de Ministros e Altos Funcionários responsáveis pelo Esporte e Educação Física (MINEPS I), realizada em Paris no ano de 1976, quando foi apontada como uma das recomendações “o estímulo para a formação de profissionais competentes e qualificados”.
No mesmo sentido se referencia que, antes, em 1975, quando da redação da Carta Européia de Esporte Para Todos, foi apontada a preocupação no sentido da formação dos interventores, reconhecendo a necessidade de um quadro de pessoal qualificado para a gestão técnico-administrativa.Também com o mesmo intuito, menciona-se a Carta Internacional de Educação Física e Esporte, aprovada
na 20ª (vigésima) sessão da UNESCO, no ano de 1978. Nela é feita referência que “os programas destas
áreas correspondem às necessidades dos indivíduos e da sociedade, sendo que o ensino, o enquadramento e a administração da Educação Física e Esporte devem ser confiados a pessoal qualificado”. Fica assim demonstrada, desde então, a extrema preocupação com os profissionais que terão a incumbência de
ensinar, treinar, orientar e dinamizar as atividades esportivas.
É importante que se destaque que o CONFEF defende e entende que o ESPORTE NÃO É UM FIM EM SI MESMO, que não é a simples prática do esporte que resultará no milagre da conquista da paz, da inclusão social, da promoção da saúde, do fomento à educação, do desenvolvimento de outros benefícios a ele propagados como: a cooperação, respeito às regras, respeito ao adversário e ao integrante da equipe, e como instrumento do processo de desenvolvimento integral e de formação da cidadania.
No Sistema CONFEF/CREFs, portanto, se tem clareza de que não é o Esporte que promove a saúde, assim como por si só não produz formação, educação, ou ainda fomenta a inclusão social. Tem-se também a consciência de que o Esporte praticado por si só pode ser danoso e produzir efeitos exatamente contrários ao apregoado. Considera-se que o Esporte é um meio e, sendo bem orientado, pode gerar
benefício. Contudo, se mal orientado ou dinamizado de forma inconveniente, poderá ocasionar sérios danos
físicos, morais e sociais.Compreendemos e identificamos ainda, que a prática pela prática, sem a devida orientação, poderá vir a ocasionar muito mais danos, lesões e malefícios físicos, sociais e educacionais do que benefícios, conforme se tem propalado em senso comum. Pelas colocações e explanações
acima referidas, para nós do Sistema, fica evidenciado que o personagem principal e fundamental para que sejam alcançados os benefícios tão propalados através da prática do Esporte é de fato o Profissional de Educação Física.
Fazendo uma justa e necessária exposição, defendemos que no Sistema se considera que os benefícios são
efetivamente encontrados na prática do Esporte, mas defendemos também que somente serão alcançados quando o Esporte for ensinado, dinamizado, ministrado e orientado por Profissional de Educação Física. Assim, consideramos como oportuno defender que o Esporte é um meio de que se valem os Profissionais de Educação Física para que os benefícios dos praticantes sejam alcançados, e a paz, a saúde, a compreensão, a justiça social e a solidariedade reinem entre as pessoas.
Insistimos na tese de que a prática pela prática pode levar à violência, pode causar danos e outros malefícios. As Atividades Físicas e o Esporte não promovem milagres, ou seja, não promovem a inclusão social, nem preservam a saúde, muito menos formam cidadãos. Voltamos a insistir que os benefícios atribuídos à prática do Esporte são possibilitados quando essa é bem orientada, dinamizada
adequadamente e segundo os objetivos que a orientam, por possuidores de formação sustentada por conhecimentos científicos, pedagógicos, técnicos e éticos adquiridos nos bancos escolares, em cursos superiores.
Lê-se e ouve-se a respeito da instituição de “Agentes” (Agentes de Saúde, Agentes de Lazer ....) para fomentar a saúde, o lazer e assim por diante, sob a justificativa de que em várias regiões do Brasil, principalmente nas mais carentes, há falta de pessoal para atendimento qualificado em várias áreas. Assim,
algumas políticas públicas (Municipal, Estadual e Federal) vêm implementando programas de capacitação desses Agentes. A Constituição estabelece que TODOS têm os mesmos DIREITOS em
nosso país. Portanto, trata-se de um desrespeito com menos favorecidos e com os setores socialmente marginalizados. A despeito de entendermos a problemática, Destacamos o que entendemos ser a questão crucial que necessita e merece ser compreendida tanto pela sociedade como pelas autoridades responsáveis: “Não é a prática pela prática que leva aos benefícios, que promove saúde, que constrói cidadãos conscientes e críticos, e sim a orientação competente e responsável desenvolvida nas atividades”.
Para finalizar, ressaltamos que na atual situação do mundo, em que os conflitos e as tensões sociais estão
comprometendo a vida de cada ser humano, as suas carências e necessidades se potencializam, interferindo na sua paz, com reflexo no seu convívio social. Salientamos ainda que estudos demonstram que o Esporte como recurso para a construção da Paz, a partir de seus benefícios, pode promover em seus praticantes a capacidade de transcender suas crises, com a superação de seus problemas em todos os âmbitos, e de adquirir o conhecimento que lhes facultará reconhecer e lidar consigo mesmo e com os outros, o que se reflete de forma positiva na convivência social. Portanto, deve ser também destacado que o Esporte é, de
fato, um instrumento de Paz poderoso, pois é reconhecido como o maior fenômeno sócio-cultural desta transição de século, e o melhor meio de convivência humana.