por Mauro
Viana com apoio de Karina Louzado
A história da mulher no esporte começa (ou não começa) com a sua proibição nos primeiros Jogos Olímpicos. Diz-se que naquela época uma mulher que queria ver seu filho participando nos jogos se vestiu com roupas masculinas, mas ao vê-lo ganhar, comemorou de tal forma que seu disfarce caiu. A participação das mulheres nos Jogos Olímpicos só foi permitida em 1900, em Paris. No Brasil, pode-se considerar que a nadadora Maria Lenk foi muito importante para a prática do esporte feminino, pois ela ajudou a divulgar a imagem da mulher praticante de esporte. Hoje podemos ver as mulheres praticando a grande maioria dos esportes mundiais, pois elas conseguiram conquistar o seu espaço. Além disso, as mulheres apresentam o mesmo nível técnico dos homens, superando-os algumas vezes, embora existam diferenças fisiológicas. Mesmo com todas estas evoluções da mulher no mundo esportivo, ela ainda não está numa condição de vantagem em relação aos homens, pois continuam existindo muito preconceito e discriminação, principalmente desigualdade salarial entre homens e mulheres no esporte de alto rendimento. As mulheres no esporte podem muito bem ser campeãs, pois entre outras características da feminilidade, podemos destacar: • Flexibilidade • Compreensão com o treinador e atletas • Intuição • Ação No contexto social, a mulher no esporte está imersa em um ambiente criado pelo e para o homem, com isso, não possuem, as “características” que facilitam a alta performance como também apenas por lazer, mas é sabido que este quadro está em transformação nos aspectos biológicos, psicossociais, culturais, entre outros, fazendo com que a mulher conquiste a possibilidade de fazer parte da expressão esportiva de um país. A mulher no esporte faz um papel fundamental na sociedade, visto que a mulher atleta modifica a forma de pensar e agir de muitos indivíduos da sociedade. Vale ressaltar que as mulheres não procuram igualdade nas modalidades, e sim, equilíbrio nos direitos. |
A longa jornada das mulheres no mundo
esportivo
Março é o mês da mulher e é necessário celebrar as suadas conquistas do
público feminino, no esporte, como em outras áreas, a jornada foi longa
| Por Japão
Como deixar passar uma data tão especial? O que
seriam dos homens sem a presença feminina? A mulher conquistou o seu lugar em
todas as esferas da vida, inclusive a esportiva. Vamos fazer um rápido
flashback e conhecer parte da evolução feminina?
8 de março é o Dia Internacional da Mulher, que
marca décadas de lutas e hoje podemos juntos celebrar as “suadas” conquistas.
É dia de distribuir flores! Sou homem, mas não posso me omitir diante desse
crescimento, pelo contrário, quero utilizar desse espaço para honrar e
homenagear à elas que também fazem o nosso horizonte muito mais belo. Afinal,
dizem que Belo Horizonte é o reduto das mulheres bonitas. Por isso, todo dia
é dia da mulher!
Antes as mulheres ocupavam posição extremamente
inferior, não poderiam exigir respeito e valorização. Ficavam à sombra dos
maridos com a profissão de esposa e mãe já determinada. Muitas sofriam
violência doméstica, mas não tinham a quem reclamar.
Entretanto o tempo foi passando e alguns sutiãs foram queimados em praça pública: surgia o movimento feminista. Após muitos gritos de ordem e revolta, elas foram se inserindo no novo mundo. Não seria então o contrário? Dizer que o novo mundo se inseriu nessa remodelação social feminista? Bem, de qualquer maneira, o que importa mesmo é ver as consequências desse boom mundial.
Mas aí você me pergunta: porque o dia 8 de março?
Eu respondo: No dia 8 de Março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos
de Nova Iorque fizeram uma greve para reivindicar melhores condições de
trabalho. Foram reprimidas com total violência - trancadas dentro da fábrica
e depois incendiadas, 130 mulheres morreram.
Depois de muito tempo, somente em 1975 - já com
todo o furor da revolução sexual, a data de 8 de março foi oficializada pela
ONU para marcar e lembrar das diversas conquistas em vários contextos... Seja
no mercado de trabalho ou na vida social, temos que falar aqui também da área
esportiva. Elas surgiram para conquistar o mundo! Você sabia que há poucos
anos as mulheres conquistaram o direito de não só participar, mas também
concorrer em disputas esportivas? Hoje assistir às Olimpíadas e não ver as
mulheres brilhando no pódio seria incompleto, não é mesmo?
O mundo agora é de igual para igual: as mulheres
“fantoches” ficaram para trás e quando vemos um homem bem sucedido e feliz
dizemos sem medo de repressões: “Ao lado de um grande homem sempre tem uma
grande mulher!”.
Vamos voltar no tempo?
- Grécia Antiga - As mulheres não podiam participar e nem assistir às competições.
- Na Idade Média - Por influência da Igreja
Católica, a prática esportiva ainda continuava proibida para as mulheres.
- Renascimento - As mulheres foram liberadas a
praticar algumas modalidades.
- Era Moderna – Foi permitido que elas já podiam
assistir aos jogos, elas só faziam ginástica com o objetivo de prepará-las
para terem filhos fortes e sadios.
- Participação efetiva do sexo feminino nos
esportes - Aconteceu apenas nos jogos olímpicos de 1900. Onze mulheres foram
até Paris, na França, para participar dos I Jogos Olímpicos da Era Moderna.
Precisou-se de muitas lutas para elas conseguirem mostrar seus talentos.
- Maria Lenk - primeira mulher sul-americana a
participar das olimpíadas.
- Elas lutaram contra os preconceitos existentes
na sociedade, mas conseguiram se destacar em todas as atividades, até mesmo
em atividades de predominância masculina.
Enquanto os revolucionários proclamavam uma
declaração dos direitos do homem e do cidadão em 1789 na França, a escritora
e militante Olympe de Gouges redigia um projeto de declaração dos direitos da
mulher, inspirada em idéias poéticas e filosóficas. A partir do momento em
que as mulheres se mostraram capazes de contribuir para o sustento de suas
famílias, não foi mais possível tratá-las apenas como donas-de-casa. Deixo
aqui a minha homenagem às mulheres e parabenizo pelas grandes conquistas!
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